Hoje senti Deus dentro de mim...
Em cada partícula de poeira acendida pela luz refletida que era reflexo do que me continha
O que me era contido, também me continha e me fazia refletir.
Do meu acordar sorridente, passando pelo meu cuidado com os outros, conseguia ver o milagre do Gênesis,
O meu Orun.
Beijei a face aflita de minha mãe, amei meu amigos, amei meus conhecidos, amei a mim mesmo
Dancei na rua, distribui afeto e terminei o dia com o coração coberto de amor por alguém
Um amor inexplicável pelo mundo e pelos espíritos à minha volta me tomaram tanto e com tanta força que me derramavam.
Toquei o dedo de Michelangelo, não era Deus do outro lado era a mímese, era o mimetizador.
Senti o sol, amei meu corpo, amei o alheio e sorri com fervor.
Hoje depois de muito tempo senti a minha força, senti quem eu sou, quem eu fui e quem eu vou.
Percebi porque estou vivo, percebi porque tantas estradas, tanto chão, tantos desafios eu já vivi,
Porque fui escolhido para tanto...
Meu amor é infinito, minha dedicação ao homem é um sem-fim, sinto que perdi um pouco de tempo, mas me devia isso porque minha missão é pesada e agora não há mais tempo meu caminho é seguir, passo a passo, degrau a degrau.
E vou com meu Deus, com meus Deuses e Deusas, com meu sorriso que é troféu de minha vitória e com minha alma limpa de amor...
Dia após dia.
domingo, 17 de abril de 2011
Inspiração
Eu hoje inspirei profundamente o ar para os meus pulmões ao acordar,
Inspirei e percebi que trazia para muito mais de mim do que estava sendo.
Às vezes nós saímos um pouco de nós e bagunçamos um pouco a estabilidade das nossas vidas,
A vida é mesmo um ciclo de pequenas revoluções e precisamos peitá-las assumindo os riscos que isso nos traz,
Hoje eu inspirei profundo as partículas de mim mesmo que orbitavam elétrons a minha volta,
Cedi à tensão que insistia em manter-me longe...distante e me inspirei...
Concretizei meu coração em prótons e elétrons e me sinto feliz e mais completo.
Inspirei e percebi que trazia para muito mais de mim do que estava sendo.
Às vezes nós saímos um pouco de nós e bagunçamos um pouco a estabilidade das nossas vidas,
A vida é mesmo um ciclo de pequenas revoluções e precisamos peitá-las assumindo os riscos que isso nos traz,
Hoje eu inspirei profundo as partículas de mim mesmo que orbitavam elétrons a minha volta,
Cedi à tensão que insistia em manter-me longe...distante e me inspirei...
Concretizei meu coração em prótons e elétrons e me sinto feliz e mais completo.
sábado, 16 de abril de 2011
Original
Senti hoje no interstício do mundo a poeira dos momentos.
Toquei a parede e senti a paz, a tristesa, a alegria, o cheiro de cada partícula que aglutinava-se nos vãos das minhas digitais...
Vi que éramos iguais, todos Dna's de momentos, eu, memória do corpo, ela, memória do lugar.
Me identifiquei com a poeira...algo que vai depositando pouco a pouco, dia após dia e vai ficando.
E vai se formando aos poucos, se moldando no friso do mundo, onde tudo o que era revolução se assenta se acalma e vai...
Hoje me senti poeira e entendi que minha rinite é identidade. É essa identidade incômoda, onde aquilo que que é força briga e as partes cedem.
Eu cedo aos alérgenos e respondo com o espirro...
E o espírito agita o ar e se deposita novamente em poeira.
E eu que havia esquecido que essa é a forma original do homem.
E eu que havia esquecido que essa é a forma original do mundo.
Sei que temos encontro marcado...
Mas sigo fingindo esquecer.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Doce
Ela afagou meus cabelos e disse-me para ficar tranquilo.
Sou sacerdote dela e a levo comigo com um orgulho simples de quem carrega um brinde singelo de ouro. Eu que nem gosto de ouro, de usá-lo. É algo externo a mim, gosto de vê-lo de longe. Assim lembro do que me contém, tanto e com tanta força que me basta o que está dentro.
Formo minhas capas, minhas camadas e ela desvela, desfaz, revela o que sou mais profundo. A cebola se fez dia após dia e ela com sua faca dourada me vê e sabe quem sou no mais profundo.
Carrego a água e vou calmamente olhando e relembrando a marca ancestral do amor que me revela. A água calma que é a força primordial, a força revigorante, a força refrigerante da alma. E cresço na margem da sua trajetória para te contemplar. Eu que também sou limo, mata ciliar, mato e muitas vezes me deixo ir com você e outras me deixo ficar aqui com ele na margem.
Ela afagou meu cabelo e disse que aguardasse, ela me afagou e me disse que estarei, um dia tão perto dela que serei ela e ela será a mim.
Eu afaguei o cabelo de meu filho e sendo a mim e a ela cantei o amor de minha alma para aquele serzinho, aquela matéria de amor que tinha calor na pele, que tinha a pele formada de mim, aquele que era do meu útero de homem. Afaguei e cantei. E trouxe a calma e a milha alma hoje é serena.
Sou sacerdote dela e a levo comigo com um orgulho simples de quem carrega um brinde singelo de ouro. Eu que nem gosto de ouro, de usá-lo. É algo externo a mim, gosto de vê-lo de longe. Assim lembro do que me contém, tanto e com tanta força que me basta o que está dentro.
Formo minhas capas, minhas camadas e ela desvela, desfaz, revela o que sou mais profundo. A cebola se fez dia após dia e ela com sua faca dourada me vê e sabe quem sou no mais profundo.
Carrego a água e vou calmamente olhando e relembrando a marca ancestral do amor que me revela. A água calma que é a força primordial, a força revigorante, a força refrigerante da alma. E cresço na margem da sua trajetória para te contemplar. Eu que também sou limo, mata ciliar, mato e muitas vezes me deixo ir com você e outras me deixo ficar aqui com ele na margem.
Ela afagou meu cabelo e disse que aguardasse, ela me afagou e me disse que estarei, um dia tão perto dela que serei ela e ela será a mim.
Eu afaguei o cabelo de meu filho e sendo a mim e a ela cantei o amor de minha alma para aquele serzinho, aquela matéria de amor que tinha calor na pele, que tinha a pele formada de mim, aquele que era do meu útero de homem. Afaguei e cantei. E trouxe a calma e a milha alma hoje é serena.
Paz
Assim sou eu,
Metáfora viva do mundo, sou terra
Embaixo de mim(ou dentro) profundas reciclagens, revoluções, transformações...
Telas de descanso, dissimulações naturais, eu levo a paz,
E a minha paz?
A paz que eu preciso e que desvelo aos outros é o desejo que tenho pra mim.
Tenho um buraco aqui no centro do estômago e nele há sopas de elementos em profunda, intensa revolução
Telas de descanso, trago para dentro a falta de paz alheia
Aqui dentro administro isso, sou máquina de fazer paz
E faço e refaço e me esqueço de mim no mundo
Metáfora viva pelo avesso sou guerra
Pinto as paredes de vermelho e preto
Amolo as facas e as lanças,
Aponto a seta
Aqui sou um sem limites de mim
Aqui realizo o que me envergonha mas o faço
Na metade que a mim cabe e exponho as dores do buraco negro de mim
E nada entra mais e só sai
Assim sou eu, memória de extremos na eterna busca de equilibrio...
Assim alma bruta, corpo leve, corpo bruto, alma leve, novelo de espinhos, espinhos de lã...
E o que eu quero?
Não sei.
Metáfora viva do mundo, sou terra
Embaixo de mim(ou dentro) profundas reciclagens, revoluções, transformações...
Telas de descanso, dissimulações naturais, eu levo a paz,
E a minha paz?
A paz que eu preciso e que desvelo aos outros é o desejo que tenho pra mim.
Tenho um buraco aqui no centro do estômago e nele há sopas de elementos em profunda, intensa revolução
Telas de descanso, trago para dentro a falta de paz alheia
Aqui dentro administro isso, sou máquina de fazer paz
E faço e refaço e me esqueço de mim no mundo
Metáfora viva pelo avesso sou guerra
Pinto as paredes de vermelho e preto
Amolo as facas e as lanças,
Aponto a seta
Aqui sou um sem limites de mim
Aqui realizo o que me envergonha mas o faço
Na metade que a mim cabe e exponho as dores do buraco negro de mim
E nada entra mais e só sai
Assim sou eu, memória de extremos na eterna busca de equilibrio...
Assim alma bruta, corpo leve, corpo bruto, alma leve, novelo de espinhos, espinhos de lã...
E o que eu quero?
Não sei.
Luta
Luto com os meus lutos,
Todos os pretos de mim numa tela de clarão,
Morro a cada investida perdido do amor,
E a cada passo percebo o quanto o adoro, o amor.
Mas passo a passo percebo que ele está longe do concreto
Ou me distancio do mundo?
Me joguei um milhão de vezes no abismo do amor
Lutei, resisti ao hábito clichê de renegá-lo como se não existisse,
Mas sempre acreditei naquilo que sinto e no que me dói e compraz.
Me feri e me firo um milhão e meio de vezes
Na teia de arames, na esteira de espinho e lambo o sangue que escorre em mim
Meu rosto, minha pele, minhas entranhas, meu falo,
Bebo do sacrifício que é desgastar-se pelo maldito ritual do amor
E assumo os meus riscos
E sigo a estrada
Pra rua me levar.
Todos os pretos de mim numa tela de clarão,
Morro a cada investida perdido do amor,
E a cada passo percebo o quanto o adoro, o amor.
Mas passo a passo percebo que ele está longe do concreto
Ou me distancio do mundo?
Me joguei um milhão de vezes no abismo do amor
Lutei, resisti ao hábito clichê de renegá-lo como se não existisse,
Mas sempre acreditei naquilo que sinto e no que me dói e compraz.
Me feri e me firo um milhão e meio de vezes
Na teia de arames, na esteira de espinho e lambo o sangue que escorre em mim
Meu rosto, minha pele, minhas entranhas, meu falo,
Bebo do sacrifício que é desgastar-se pelo maldito ritual do amor
E assumo os meus riscos
E sigo a estrada
Pra rua me levar.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Água
É agua meu nome.
É mágoa o nome da dor da água que choro,
Esse amor-estanque que transborda,
Esse olho forte que chora para adiante acalmar o corpo e a alma,
É água meu espírito errante na ressaca do útero do mundo,
É água meu coração que água tudo o que ama,
Sou estrangeiro a nesse mundo de superficialidades,
Sou a tensão superficial, mas sou a profundidade agridoce de rio com mar.
E sou água, reelaboro o mundo nesse curso de uma a mil vezes,
Pois estou acostumado às mudancas de estado, estação, ritmo.
É agua meu nome,
Não tente me cercar jamais, me roube e me terá, mas por instantes...
É mágoa o nome da dor da água que choro,
Esse amor-estanque que transborda,
Esse olho forte que chora para adiante acalmar o corpo e a alma,
É água meu espírito errante na ressaca do útero do mundo,
É água meu coração que água tudo o que ama,
Sou estrangeiro a nesse mundo de superficialidades,
Sou a tensão superficial, mas sou a profundidade agridoce de rio com mar.
E sou água, reelaboro o mundo nesse curso de uma a mil vezes,
Pois estou acostumado às mudancas de estado, estação, ritmo.
É agua meu nome,
Não tente me cercar jamais, me roube e me terá, mas por instantes...
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