domingo, 18 de setembro de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
O avesso de novo
À poetisa premiada
O meu segredo de amar é o meu avesso,
Ah poetisa! No silêncio do rio há profundidade,
Na superficialidade linda e brilhosa há muito o que contar
Rio é iceberg líquido
No fundo, estou lá naquela pedra intocada
Mas também nas margens, nos ramos verdes que te abarcam e não deixam transbordar.
Ah meus amores em verde e amarelo!
Meu doce de limão,
Minha manga,
Minha carambola,
Meu abebé.
Meu Ofá.
O meu segredo de amar é o meu avesso,
Ah poetisa! No silêncio do rio há profundidade,
Na superficialidade linda e brilhosa há muito o que contar
Rio é iceberg líquido
No fundo, estou lá naquela pedra intocada
Mas também nas margens, nos ramos verdes que te abarcam e não deixam transbordar.
Ah meus amores em verde e amarelo!
Meu doce de limão,
Minha manga,
Minha carambola,
Meu abebé.
Meu Ofá.
domingo, 19 de junho de 2011
Final de tarde de sexta-feira, tudo bem com você?
Foi neste dia...
Mudo os caminhos para não me esquecer das novas possibilidades, reinvento todos os dias as trajetórias
Ah maldita inconstância...sem a vontade de procurar algo que não sei se vou encontrar, sede de novidades
Mudo os caminhos e fundo novos limites, nesses dias as febres são diferentes das outras e tudo me dói e me chora.
Minha saudade morava nos olhos colegiais, numa barraca, simples, pequena, rodeada por obstáculos de barro.
Nuvens de ônibus e carros, hordas de zumbis fone-maníacos, febres hi-tecs, minha Nossa Senhora de Taiwan e dos dois, três, doze milhões de chips me salvem!
Continuo estrangeiro, também sou zumbi.
Os olhos colegiais me lembraram que sou um "Zumbi" diferente.
Bananeira queimada, o que me fez? O que eu te fiz?
Água de flor me abriu.
Pamonha!
Sim. Havia uma barraca de pamonha no meio da passarela, no meio da passarela tinha uma barraca de pamonha.
Como que ostentasse um prêmio sequestrei o quitute e corri para o bondônibus....
Sim estava no meio do caminho...
Estava na minha infância....
Menino vá na barraca de Dona Biléu e traga dois charutos, uma pamonha e aperte o dinheiro para não perder e o troco de quebra queixo para você...
Ah voinha! Eu nunca perdi o dinheiro! E essas lembranças...
Pamonha nas mãos cori para o ônibus e vi, minhas mãos quase me fizeram chorar. Dinheiro apertado nas mãos, dinheiro apertado contra o peito.
Saudades do tempo que não existia o capital de plástico, Sim eu ainda apertava por instinto, ainda sou infante....
Homem de barba na cara me lembrava da mania adquirida na infãncia e que me perseguia adulto.
Dinheiro apertado na mão...
Como um fugitivo desci desesperado a compartilhar com minha mãe.
Trouxe pamonha e sua alma sorridente me fez voltar mil anos, me fez sentir o cheiro de terra da casa de minha avó das brincadeiras, da inocência, do meu amor pelos idosos e sábios.
Prendo os lábios, não vou chorar!
Solto as lágrimas a rolar em minha face exercendo os traços do que não perdi...
Esse é o meu troféu.
As lembranças...
O sentir preso na linha do tempo
Traços
Traço caminhos pelas páginas, defino e redefino trajetórias, sintetizo...
Ressignificado ou relido, reproduzido ou reinterpretado, não deixo marcas no caminho ele é que me marca e eu amo isso.
Na realidade clamo por isso e repito o ecoar de um canto distante, mas que em minha memória de corpo, de alma e de pele são vivos... tem cheiro de mato, rio, terra e mar.
Sou o próprio fogo cortado em ventos...sou a brisa no tempo que me faz refletir sobre o que e a quem represento ou quais.
Meu grito vai ao meu mil-avô e a luta incessante não me cansa. De onde venho há um poço sem fundo e quanto suspeita-se secar ele brota mais forte a cada dia.
Traço os caminhos, devoro-os, me esfrego neles para me deixar neles, marcar o meu lugar. O determinismo não tem vez...traçadas linhas, mal-traçadas...erros eternos de vírgulas e acentos,
Assentos errôneos e ilegítimos, não estou nem aí para vocês, entenderam?
Sei quem eu sou e repito! Sei quem eu sou! Não permitirei que me tornem senso comum. Sou incomum ouviram?
In-co-mum!
E meu caminho é vencer.
domingo, 29 de maio de 2011
Comunicação direta
À deus,
Bicho, ante ao exposto abaixo pelo tio Gil, nossas conversas tem sido longas e árduas, obrigado pelo eterno retorno e pelo aprendizado, sem mais, seu humilde candeeiro.
Geo
Se eu quiser falar co Deus
Tio Gil
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar
Bicho, ante ao exposto abaixo pelo tio Gil, nossas conversas tem sido longas e árduas, obrigado pelo eterno retorno e pelo aprendizado, sem mais, seu humilde candeeiro.
Geo
Se eu quiser falar co Deus
Tio Gil
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar
sábado, 21 de maio de 2011
O que cabe no coração?
A música de "A banda mais bonita da cidade" ensaia traduzir a complexidade e simplicidade do sentimento humano. E me tocou profundamente...um bofetão de lírica e poesia, daqueles que a gente precisa para enxergar o sol mais quente e sentir céu mais macio.
Amei este clip também....
Amei este clip também....
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